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Eurobarómetro. União Europeia é fator de estabilidade para 93% dos portugueses
É a principal conclusão do mais recente Eurobarómetro, publicado no dia 8 de maio, véspera do Dia da Europa. Os portugueses consideram, quase por unanimidade (93 por cento), que a UE ajuda a manter a estabilidade em geral, ultrapassando em 20 pontos percentuais a média de confiança dos europeus nesta questão, que é de 73 por cento.
"Portugal afirma-se como um dos países mais europeístas da União, num contexto de crescente instabilidade internacional e pressão sobre o custo de vida", conclui o Boletim Informativo da Representação da Comissão Europeia em Portugal. Quase três quartos dos portugueses, 73 por cento, expressam também confiança na própria União Europeia. É o nível mais alto registado no país desde 2019, e muito acima da média europeia de 51 por cento.
Praticamente três quartos dos europeus (72 por cento) consideram também que o seu país beneficia de ser membro da União Europeia.
A proteção da democracia e dos valores fundamentais é a principal razão para confiar na UE para uma média de 42 por cento dos europeus.
Segue-se a proteção face a ameaças externas (33 por cento) e a convicção de que a UE é o nível adequado para responder aos desafios globais (31 por cento).
Quanto ao futuro, o Eurobarómetro concluiu que os europeus se sentem mais otimistas. A média europeia é agora de 60 por cento, especialmente entre as camadas mais jovens da população, entre os 15 e os 24 anos, 68 por cento dos quais confiam no destino da UE.
"Quase seis em cada dez cidadãos europeus (57 por cento) estão satisfeitos com o funcionamento da democracia na UE. Os valores que melhor representam a União, na opinião dos inquiridos, são a paz (41 por cento), a democracia (32 por cento) e o respeito pelo Estado de direito, pela democracia e pelos direitos fundamentais (28 por cento)", refere ainda o relatório.
Situação internacional e custo de vida
O conflito no Médio Oriente preocupa 25 por cento dos cidadãos europeus, seguindo-se a situação internacional em geral (23 por cento).
A preocupação dos portugueses com estes dois temas é mais elevada do que a média europeia, fixando-se nos 31 por cento em ambos os casos. Mas a guerra da Rússia contra a Ucrânia angustia 42 por cento dos cidadãos nacionais, valor "expressivamente acima da média europeia de 20 por cento", refere o Eurobarómetro.
"O apoio a uma política comum de defesa e segurança na União Europeia regressou ao nível mais elevado das últimas duas décadas, com 81 por cento de apoio" acrescenta.
A nível europeu, uma média de 36 por cento dos cidadãos estão apreensivos a nível nacional com o impacto do custo de vida, valor que sobe para 52 por cento a nível pessoal. A habitação surge em segundo lugar na lista das preocupações (13 por cento), seguindo-se a saúde (11 por cento).
Também aqui Portugal se desvia da média europeia, com 44 por cento dos portugueses a mencionar o custo de vida como a principal preocupação, seguindo-se a saúde (40 por cento) e a habitação (32 por cento) como prioridades a resolver.
Prioridades de investimento do orçamento da UE
Mais de dois em cada cinco cidadãos europeus (41 por cento) dão prioridade ao emprego, aos assuntos sociais e à saúde pública, no que diz respeito aos investimentos da União Europeia.
"Em Portugal, esta preferência é ainda mais expressiva, atingindo 66%, um dos valores mais elevados entre os Estados-Membros e que reflete as preocupações dos portugueses com o custo de vida, a saúde e a habitação", aponta o relatório.
Educação, formação de jovens, cultura e meios de comunicação surgem em segundo lugar na lista de preocupações dos portugueses (43 por cento), seguindo-se a segurança e a defesa, para 29 por cento dos cidadãos nacionais inquiridos.
A média europeia inverte as posições destes temas, com 38 por cento a assumir como mais relevante a segurança e defesa, ultrapassando por pouco os temas de educação e cultura, que surgem em terceiro lugar, com 37 por cento.
O Eurobarómetro Standard 105 (primavera de 2026) foi realizado entre 12 de março e 5 de abril de 2026, nos 27 Estados-Membros da UE. Foram entrevistados presencialmente 26.415 cidadãos europeus. Os inquéritos foram igualmente conduzidos em nove países candidatos e potenciais candidatos (todos exceto a Ucrânia) e no Reino Unido.
O ceticismo quanto ao papel estabilizador das instituições europeias, expresso por quase dois terços dos europeus, não impede sentimentos de pertença, já que 75 por cento se sentem cidadãos da UE.
É o mesmo resultado histórico obtido em 2025, significando que as dificuldades não alteram a perceção positiva da pertença ao bloco.
Praticamente três quartos dos europeus (72 por cento) consideram também que o seu país beneficia de ser membro da União Europeia.
A proteção da democracia e dos valores fundamentais é a principal razão para confiar na UE para uma média de 42 por cento dos europeus.
Segue-se a proteção face a ameaças externas (33 por cento) e a convicção de que a UE é o nível adequado para responder aos desafios globais (31 por cento).
Quanto ao futuro, o Eurobarómetro concluiu que os europeus se sentem mais otimistas. A média europeia é agora de 60 por cento, especialmente entre as camadas mais jovens da população, entre os 15 e os 24 anos, 68 por cento dos quais confiam no destino da UE.
"Quase seis em cada dez cidadãos europeus (57 por cento) estão satisfeitos com o funcionamento da democracia na UE. Os valores que melhor representam a União, na opinião dos inquiridos, são a paz (41 por cento), a democracia (32 por cento) e o respeito pelo Estado de direito, pela democracia e pelos direitos fundamentais (28 por cento)", refere ainda o relatório.
Situação internacional e custo de vida
O conflito no Médio Oriente preocupa 25 por cento dos cidadãos europeus, seguindo-se a situação internacional em geral (23 por cento).
A preocupação dos portugueses com estes dois temas é mais elevada do que a média europeia, fixando-se nos 31 por cento em ambos os casos. Mas a guerra da Rússia contra a Ucrânia angustia 42 por cento dos cidadãos nacionais, valor "expressivamente acima da média europeia de 20 por cento", refere o Eurobarómetro.
"O apoio a uma política comum de defesa e segurança na União Europeia regressou ao nível mais elevado das últimas duas décadas, com 81 por cento de apoio" acrescenta.
A nível europeu, uma média de 36 por cento dos cidadãos estão apreensivos a nível nacional com o impacto do custo de vida, valor que sobe para 52 por cento a nível pessoal. A habitação surge em segundo lugar na lista das preocupações (13 por cento), seguindo-se a saúde (11 por cento).
Também aqui Portugal se desvia da média europeia, com 44 por cento dos portugueses a mencionar o custo de vida como a principal preocupação, seguindo-se a saúde (40 por cento) e a habitação (32 por cento) como prioridades a resolver.
Prioridades de investimento do orçamento da UE
Mais de dois em cada cinco cidadãos europeus (41 por cento) dão prioridade ao emprego, aos assuntos sociais e à saúde pública, no que diz respeito aos investimentos da União Europeia.
"Em Portugal, esta preferência é ainda mais expressiva, atingindo 66%, um dos valores mais elevados entre os Estados-Membros e que reflete as preocupações dos portugueses com o custo de vida, a saúde e a habitação", aponta o relatório.
Educação, formação de jovens, cultura e meios de comunicação surgem em segundo lugar na lista de preocupações dos portugueses (43 por cento), seguindo-se a segurança e a defesa, para 29 por cento dos cidadãos nacionais inquiridos.
A média europeia inverte as posições destes temas, com 38 por cento a assumir como mais relevante a segurança e defesa, ultrapassando por pouco os temas de educação e cultura, que surgem em terceiro lugar, com 37 por cento.